quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Última Folha

De longe eu vi passar
Quem eu queria que me desse
O que eu sempre esqueci
De pedir em minha prece

Sabe,
O que me deu na hora
Só o moço da janela viu
Nem eu pude entender
Do que o beijo me serviu

Na hora eu apaguei
E acordei no mesmo instante
Foi como se o sonhar
Ficasse cada vez menos distante

Eu podia até correr
Como eu sempre tenho feito
Mas aquela dona me prendeu
De tal maneira... foi perfeito.

Depois do vento forte
Veio o trovão de não sei onde
E desatando a nossa mão
Eu maldito fui pra longe

Agora eu sou só um traço
Um risco triste sem escolha
Fico gravado no caderno
Esquecido na última folha.

Dj.

--x--

Cara, hoje eu mudei o nome do Blog porque eu acho que o último título não tinha mais muito a ver, sabe? Então... Acho que esse novo tem mais a ver. A última folha do caderno é onde eu rabisco e tal. Pensei nele hoje na aula de química enquanto via ela, linda de morrer, dormir... Gente, um anjo.
Morri. (Que que tem a ver???)

Axé!

Ah... Alguém pode ouvir Baden Powell? Tipo, foda!
-Dica: Disco de 1961 - Um Violão na Madrugada.

Ahá!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Menino, você é uma anta.

Nunca deixe pra aloprar depois. Se o sangue esquentar e baixar a loka punk, faça! Não espere que as coisas continuem boas, porque não vão. Não mesmo. Vai acabar na hora em que você pensar pra deixar pra daqui a pouco.

Por que isso tem que ser tão difícil? É você, sua anta. É você que deixa, não, cospe, cospe na cara do que você ganha, seu... Ah!

Ah, se a gente pudesse engolir isso tudo e simplesmente... absorver.

Bem, a carona já passou, agora é ir à pé. Beijos!

--x--

Sei lá. Hoje foi... esquisito.

Por via de alguma utilidade por parte desse blog, podem ouvir Novos Baianos (O disco de 1972 é ótimo - Acabou Chorare)

Axé!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Deixa ser.

Engraçado como chove do nada. Os dias vão um inferno de secura e calor e de repente, após uma prova chata de 64 questões e de sinusite... chove! Pois é. Acho que as coisas tendem a acontecer de espontaneidade mesmo, sei lá. Quando nada parece mais ter razão, algo acontece, não salva, mas deixa tudo de bom agrado.

E quando os dias andam secos e calorentos, como se eu nunca mais fosse me desfrutar de chuva novamente, estranhamente, é nela que eu penso e pra ela que eu corro como se eu não soubesse que o caminho do mel já se desfizera quando eu não o segui. Mesmo sabendo que é um caminho incerto e tolo enquanto eu devia é estar procurando a chuva que melhora.

E quando é tempo de chuva, ai ai... Quando chove de novo, estranhamente é na outra que eu penso e corro. Nem corro, nem preciso. Tudo está certo e eu olho pra esse outro caminho e tenho medo de segui-lo, mesmo sendo certo. Talvez seja por ser tão certo, eu prefira guarda-lo.

Assim, eu não chego a nenhum destino e fico assim.
Mas se esse de agora, for um tempo de chuva, é certo que as vergonha na cara eu junto e vou inteiro ver o que tem do lado de lá do caminho que me restou.

DJALMA